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Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 13h:56
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Política / POLÊMICA SEM FIM

Taques defende acordo do VLT e diz: "Se MP for contra vai vender vagões"

Estado aguarda uma decisão da Justiça Federal e governo não descarta abandonar o VLT e fazer uma nova licitação para a implantação de de um novo modal.
LAICE SOUZA
DA REDAÇÃO

 

O governador Pedro Taques (PSDB) defendeu que o melhor caminho para a conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é um acordo entre o Estado e o consórcio responsável pela obra. Contudo, Taques afirmou, durante vista as obras do Pronto-Socorro de Cuiabá, que caso isso não ocorra o Estado terá de "vender os vagões e buscar outra coisa".

Apesar de não concordar com essa última opção, o governador disse que com as constantes negativas dos Ministérios Públicos Estadual e Federal em concordar com o acordo firmado entre o Estado e o consórcio não restarão muitas opções para o modal. inclusive, ele cogitou que entre as soluções estaria uma nova licitação para a implantação de um novo sistema.

 
"Nós estamos superando algumas fases e precisamos entender que é muito mais caro nós fazermos outra licitação. Outra licitação será internacional, vai demorar e o valor será bem maior. Nós estamos economizando o dinheiro do Estado, estamos buscando resolver", defendeu.

 
Além do valor já pago pela obra, R$ 1,06 bilhão, o governo deverá desembolsar mais R$ 922 milhões para que os vagões comecem a circular entre Cuiabá e Várzea Grande.

 
A decisão sobre a retomada ou não da obra está nas mãos da Justiça Federal. Na última sexta-feira (14), o MPF e MPE apresentaram os apontamentos sobre o acordo. A manifestação foi contrária a homologação do acordo, por, segundo os entes ministeriais, conter "erros do passado", em uma referência ao período em que a obra ficou sob a responsabilidade do governo Silval Barbosa.

 

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