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Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 11h:11
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Política / GRAMPOS ILEGAIS DA PM

Stringueta se afasta de investigações e novo delegado já foi indicado

O delegado, que deixa o inquérito para começar tratamento de saúde, indicou colega que espera apenas sair nomeação
SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO

 

O delegado da Polícia Civil, Flávio Stringueta, confirmou nesta segunda-feira (17), em entrevista à Rádio Capital FM 101.9, seu afastamento do inquérito que apura as interceptações telefônicas no âmbito da Polícia Militar de Mato Grosso não-autorizadas pela Justiça.

 

Segundo ele, que no fim de semana revelou estar sofrendo de uma doença autoimune, a Chron, que não é fatal, mas que tem se agravado pela pressão do trabalho, pelo menos por 30 dias vai deixar as investigações para iniciar um tratamento por orientação de seus médicos.

 

Stringueta, que mostrou desejo de voltar às investigações para ajudar a esclarecer os fatos assim que seus médicos o liberarem, disse que indicou o delegado Marcelo Torhacs, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERRFVA), vai assumir o seu lugar nas investigações.

 

O desembargador Orlando Perri, o relator do processo referente ao caso no Tribunal de Justiça (TJMT), já teria dado o seu aval para o nome, faltando apenas passar pelo crivo do delegado-geral da PJC, Fernando Vasquez Spinelli, que Stringueta acredita que será aceitado.

 

"Acredito que a investigação não vai ter o mesmo ritmo não. Vai ficar melhor, porque é uma pessoa que está nova na políca, está mais animada e mais disposição. E não está doente e nem tem os problemas que estou tendo. Com certeza ele vai dar respostas muito melhores do que eu poderia dar neste estado atual dessa minha saúde", assinalou o delegado que também já teria uma sinalização positiva do novo indicado.

 

OFÍCIO AMEAÇADOR

O delegado Flávio Stringueta ainda falou que a nota emitida pelo procurador-geral de Justiça e chefe do Ministério Público Estadual (MPE), Mauro Curvo, para esclarecer que na verdade o ofício que ele considerou uma ameaça ao seu trabalho como delegado especial das investigações dos grampos era para sugerir apenas que o delegado não poderia investigar o MPE, deixou pior do que estava.

 

Leia mais: 

 

Ofício alertaria sobre impedimento de investigar membros do MP, diz Curvo

 

Para Stringueta, a nota "demonstra o desconhecimento completo dele (Curvo) a respeito das investigações. Em nenhum momento nós estamos investigando o Ministério Público. Eu sei das minhas atribuições. Não preciso de um promotor de Justiça para me dizer o que é crime ou não. Eu sou um técnico do Direito e tenho o mesmo conhecimento jurídico de qualquer outro promotor aqui do estado".

 

Ainda argumentando que o chefe do MP foi infeliz em suas colocações, ele concluiu que não admite e não gostou de receber o ofício dizendo que suas atitdes são criminosas.

 

 

 

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