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Sábado, 12 de Agosto de 2017, 06h:03
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Política / DELAÇÃO DE SILVAL

Pagamento milionário a Eder era para inocentar Blairo e comprar vaga

Eder afirmou que terem tirado sua vaga “fez com que colocasse algumas palavras” em seu depoimento contra Blairo
DA REDAÇÃO

 

Em matéria exibida nesta sexta-feira no Jornal Nacional, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) acusou o também ex-governador e atual ministro da agricultura Blairo Maggi (PP), de participar de esquema de corrupção e compra de vagas em Mato Grosso.

 

A delação e as denúncias feitas por Silval foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (9). Na delação, Silval revelou que foi feito pagamento ao ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Éder Moraes, para que ele mudasse seu depoimento, com intenção de inocentar Blairo Maggi.

 

Eder queria assumir uma das vagas no Tribunal de Contas do estado e, em troca do cargo e de seu depoimento, pediu R$ 12 milhões de reais. Porém, Silval e Blairo aceitaram pagar um valor menor, R$ 6 milhões. O pagamento teria sido entregue em espécie, entre 2014 e 2015.

 

Declarações de Eder

No primeiro depoimento de Eder em março de 2014, ele afirma que disse em conversa com Blairo e Silval, sua pretensão de comprar uma vaga no TCE-MT. “Todos naquele ambiente sabiam que as vagas seriam negociadas em valores consideráveis”, consta em trecho do depoimento.

 

Em janeiro de 2015, depois de sua delação, Eder falou em entrevista à TV Centro América que havia mentido em seu depoimento anterior. “Estava extremamente tomado pela emoção de não ter sido atendido em uma escolha para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, qualificado que eu era para esta função e que, politicamente, praticamente me nomearam e depois me tiraram essa vaga. Então todo esse contexto fez com que eu colocasse algumas palavras”.

 

A mudança nas declarações de Eder, levaram o Ministério Público a arquivar o caso e as acusações contra Blairo Maggi. Porém, após delação de Silval Barbosa, essa mentira muda o rumo das investigações e o caso poderá ser reaberto.

  

Mais envolvidos

Na delação, Silval também cita Calos Bezerra (PMDB) e o recebimento de um montante de R$ 4 milhões de reais, em troca de apoio a uma prefeitura de Cuiabá. Falou ainda que propinas foram pagas ao senador Wellington Fagundes (PR). Silval afirma ter autorizado o repasse de parte dos pagamentos de construtoras de pavimentação para o senador, e que também houve quitação ilegal de dívidas de campanha.

 

A assessoria de Maggi declarou que nunca houve ação ilícita da parte do ministro ou autorizada por ele no governo, e que não aceitará mudanças de versões em depoimentos de investigados. Afirma ainda que o ministro não pagou qualquer quantia a Eder Moraes, e que Silval mentiu em suas declarações.

 

A defesa do ex-governador Silval Barbosa não quis se manifestar. 

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