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Sábado, 12 de Agosto de 2017, 07h:31
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Cidade / ABUSO DE AUTORIDADE

Promotores suspeitos de pressionar donos de condomínio

Gerson Barbosa e Lindinalva Rodrigues teriam incitado donos de empreendimento a fim de negociar valor furtado, com indenização
DA REDAÇÃO

 

O corregedor nacional do Ministério Público, Cláudio Henrique Portela do Rego, pediu instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os promotores de Justiça, Gerson Natalício Barbosa e Lindinalva Correia Rodrigues. Eles são acusados de tentar forçar acordo entre os representantes de um condomínio de luxo em Cuiabá.

 

A decisão foi tomada na última quarta-feira (11) e aguarda aval do Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para que as apurações sejam iniciadas.

 

Os condomínios Terra Selvagem Condomínio e Golfe Clube teriam irregularidades ambientais e urbanísticas nos empreendimentos, e em reunião realizada na casa da Promotora de Justiça, no dia 18 de setembro de 2013, ela teria retardado a instauração de inquérito civil para apuração das supostas irregularidades por mais de 12 meses para satisfazer interesse pessoal.

 

De acordo com a investigação, em 2013, a residência da promotora Lindinalva foi vítima de roubo. Após o ocorrido, foi realizada uma reunião da casa da promotora em que Gerson Barbosa teria exposto ao diretor do condomínio, Teodoro Moreno, que o condomínio possuía sérias irregularidades, fragilizando a posição dos empreendedores e com intenção de incitá-los “a aderir a umas das propostas ofertadas pela Promotora de Justiça Lindinalva relativas à indenização pelo prejuízo decorrente do referido roubo”, diz trecho da portaria.

 

Segundo o CNMP, Lindinalva utilizou da ajuda de seu colega do MP-MT, Gerson Natalício Barbosa, retardando a abertura do inquérito civil, para dar tempo de a promotora entrar num acordo com o condomínio. Além disso a promotora teria citado que, em decorrência do seu cargo, o caso atrairia “holofotes para a demanda judicial”, não sendo interessante para o empreendimento. Como forma de pressão, o promotor Gerson Barbosa, por fim, instaurou um inquérito para apurar irregularidades no condomínio em agosto de 2014, 23 dias após Lindinalva informar aos representantes da organização que o procedimento seria aberto no MP-MT.

 

Ambos podem ser suspensos de 45 a 90 dias caso sejam responsabilizados. O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com uma ação contra o condomínio de luxo Terra Selvagem Golfe Clube, em razão de irregularidades no local.

 

 

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